Sandes de Choco
Um espaço dedicado ao choco em geral e à sandes de choco frito em particular. E aos seus derivados e sucedâneos. E à mini. E não só.

quinta-feira, março 11, 2010

A maldição do emprego

Se dúvidas houvesse, agora ficariam completamente desfeitas.

Esta é uma história com quase 10 anos, mas que felizmente dá para abreviar.

Eu estou amaldiçoado. É um facto e não há como dar a volta a isto. Qualquer emprego para onde eu vá, por muito perfeito que possa ser, rapidamente se torna num inferno insuportável donde todos querem sair.

E não sou eu que o digo. Vários colegas, em vários empregos por onde fui passando, repetiam esta frase: "Isto agora está terrível. Mas antigamente não era nada assim. Era muito melhor."

Muito melhores. Todos os empregos por onde eu passei eram muito melhores. Até eu lá chegar, claro. Trazendo a minha maldição e arruinando a vida dos meus pobres e inocentes colegas.

Naturalmente que os meus incautos colegas desconheciam esta minha maldição, embora alguns devam ter desconfiado. Só isso é que me livrou de ser coberto de alcatrão e penas e levado até à cidade mais próxima.

Podia falar-vos do exemplo daquela grande empresa onde trabalhei. Um pasto verdejante de ronha, prémios e almoçaradas. Até eu lá chegar. Claro.
No ano em que eu lá cheguei chegou uma nova administração. Começaram as remodelações e as contenção de custos. Enfim, o fim da boa vida em geral.

Ou podia falar também daquelas outras pequenas empresas de software por onde eu passei (sim, foram várias) com óptimo ambiente, trabalho interessante e projectos de sucesso. Até eu lá chegar, trazendo a eterna nuvem negra de azar que paira sobre a minha infortunada cabeça.

O maior teste a esta maldição, e eu juro que quando mudei de emprego pensei mesmo nisto, seria o meu "novo emprego".

O meu novo emprego, como eu já escrevi aqui, era o emprego perfeito. À prova de qualquer maldição.
O meu novo emprego ia desfazer todas as dúvidas: seria este realmente o emprego perfeito, imune até mesmo à maldição mais poderosa? Ou seria que a maldição iria desabar sobre este novo oásis de tranquilidade, este paraíso onde eu tinha aterrado?

A conclusão, infelizmente foi tão trágica como previsível. No meu novo emprego perfeito o director já avisou que a boa vida vai acabar. Vamos ter reestruturações. E auditorias. Ah, e este ano tivemos um aumento negativo no salário.

Preparem o alcatrão e penas, que desta eu não escapo.

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quinta-feira, janeiro 07, 2010

Faz um ano que estou no novo emprego

Um ano não. Mais.
Passam hoje exactamente um ano, dois meses, e cinco dias desde que comecei a trabalhar no novo emprego.
É certo que já trabalhei menos tempo do que isso em alguns empregos. Mas de certa forma sinto que este ainda é o meu novo emprego.

E eu até gostava deste emprego. A sério. (A sério! Mesmo!).
Talvez tenha sido essa uma das coisas que me afastou aqui do blog.
Eu até tinha coisas para escrever. Mas não sentia aquela necessidade, aquela urgência de as contar ao mundo (por mundo, entenda-se aqui portanto o meu universo de 4 leitores) em posts chatos e intermináveis (sim, este vai dos grandes - e cheio de parênteses irritantes e ilegíveis).

Sempre que mudo de emprego (e já não são poucas mudanças) eu acho que vou escrever mais no blog. "Agora é que vai ser".
Mas mais uma vez o blog cá continuou, votado ao abandono.

O Sandes de Choco foi, sobretudo nos primeiros anos, a válvula de descompressão da engordurada panela de pressão que era o meu emprego. E nesta nova panela reluzente não havia pressão que me apoquentasse.

Para verem como eram as coisas, nas primeiras semanas no meu novo emprego (e isto é completamente verídico) eu ficava abismado como é que os meus colegas ainda tinham a lata de jogar no euro-milhões.
Mas aquela gente não via que estava a abusar da sorte? A desafiar a fortuna? Aquilo, no mínimo, até devia dar azar.
Mas eles não percebiam que já lhes tinha saído a sorte grande?

Eu sentia que tinha aterrado no emprego perfeito: Eu estava num cliente.
Melhor. Eu estava na mítica e sobejamente famosa "função pública". E não estava a ganhar mal. Eu estava nas nuvens.

E agora, de volta à realidade.
Escusado será dizer que o tempo foi passando e um emprego é um emprego. Não há volta a dar. Nem há almoços grátis.

Ao segundo mês eu já estava a jogar no euro-milhões, com afinco e empenho redobrados.
Passado um ano eu já estou a escrever no blog.

Não, ainda não vou mudar de emprego. Aliás, certas sextas-feiras eu até me esqueço do euro-milhões. O que quer dizer que a coisa ainda não está assim tão má.

Mas acho que é desta que o blog vai voltar a animar.
Principalmente porque eu não podia começar a escrever sobre o novo emprego antes de um post sobre o novo emprego, pois não?
Agora já posso.

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terça-feira, janeiro 20, 2009

O meu novo emprego

O meu novo emprego é igual ao novo emprego do Dilbert.

Era só isto.

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Déjà vu

Dois meses de um ensurdecedor silêncio.
Post a informar que mudei de emprego.

Este blog está a ficar repetitivo.

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