Sandes de Choco
Um espaço dedicado ao choco em geral e à sandes de choco frito em particular. E aos seus derivados e sucedâneos. E à mini. E não só.

quarta-feira, abril 07, 2010

O meu ex-melhor-emprego-de-todos-os-tempos

"Temos que trabalhar em projectos para os outros departamentos. Com uma orientação de serviço. Como se fossemos uma empresa privada".

E "temos que medir o tempo que é gasto em cada tarefa".

(Ouvido esta semana no meu ex-emprego-perfeito.)

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quinta-feira, março 11, 2010

Foi a maldição

É o poder da maldição.
Na altura eu não fiz a ligação. Mas agora tudo faz sentido.
Fui eu que dei azar ao mundo das TI.

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A maldição do emprego

Se dúvidas houvesse, agora ficariam completamente desfeitas.

Esta é uma história com quase 10 anos, mas que felizmente dá para abreviar.

Eu estou amaldiçoado. É um facto e não há como dar a volta a isto. Qualquer emprego para onde eu vá, por muito perfeito que possa ser, rapidamente se torna num inferno insuportável donde todos querem sair.

E não sou eu que o digo. Vários colegas, em vários empregos por onde fui passando, repetiam esta frase: "Isto agora está terrível. Mas antigamente não era nada assim. Era muito melhor."

Muito melhores. Todos os empregos por onde eu passei eram muito melhores. Até eu lá chegar, claro. Trazendo a minha maldição e arruinando a vida dos meus pobres e inocentes colegas.

Naturalmente que os meus incautos colegas desconheciam esta minha maldição, embora alguns devam ter desconfiado. Só isso é que me livrou de ser coberto de alcatrão e penas e levado até à cidade mais próxima.

Podia falar-vos do exemplo daquela grande empresa onde trabalhei. Um pasto verdejante de ronha, prémios e almoçaradas. Até eu lá chegar. Claro.
No ano em que eu lá cheguei chegou uma nova administração. Começaram as remodelações e as contenção de custos. Enfim, o fim da boa vida em geral.

Ou podia falar também daquelas outras pequenas empresas de software por onde eu passei (sim, foram várias) com óptimo ambiente, trabalho interessante e projectos de sucesso. Até eu lá chegar, trazendo a eterna nuvem negra de azar que paira sobre a minha infortunada cabeça.

O maior teste a esta maldição, e eu juro que quando mudei de emprego pensei mesmo nisto, seria o meu "novo emprego".

O meu novo emprego, como eu já escrevi aqui, era o emprego perfeito. À prova de qualquer maldição.
O meu novo emprego ia desfazer todas as dúvidas: seria este realmente o emprego perfeito, imune até mesmo à maldição mais poderosa? Ou seria que a maldição iria desabar sobre este novo oásis de tranquilidade, este paraíso onde eu tinha aterrado?

A conclusão, infelizmente foi tão trágica como previsível. No meu novo emprego perfeito o director já avisou que a boa vida vai acabar. Vamos ter reestruturações. E auditorias. Ah, e este ano tivemos um aumento negativo no salário.

Preparem o alcatrão e penas, que desta eu não escapo.

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Porque um mal nunca vem só

A bolha da Internet rebentou há dez anos

A bolsa de tecnologia dos EUA atingiu o pico em Março de 2000. Depois, foi a queda. Nos meses que se seguiram, fecharam dezenas de empresas que tinham esbanjado milhões sem retorno.

E como se não bastasse o estoiro da bolha em Junho, eu comecei a minha "carreira" em Agosto.
Sim já vai para 10 anos de flagelo e horror.
O mundo das TI nunca mais foi o mesmo.

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sexta-feira, janeiro 08, 2010

Ouvido ontem após estar 5 minutos a fazer perguntas à colega dos RH sobre o meu salário

"Sim, então vamos lá ver aqui no computador...
Então tu és o....
[longa pausa]
Pois, é que eu confundo-te sempre com o... João... Ou com o Bruno..."

(O João e o Bruno são dois colegas do meu grupo etário. Considerando uma margem de erro de aproximadamente 8 anos. E já trabalham aqui há 4 anos.)

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quinta-feira, janeiro 07, 2010

Faz um ano que estou no novo emprego

Um ano não. Mais.
Passam hoje exactamente um ano, dois meses, e cinco dias desde que comecei a trabalhar no novo emprego.
É certo que já trabalhei menos tempo do que isso em alguns empregos. Mas de certa forma sinto que este ainda é o meu novo emprego.

E eu até gostava deste emprego. A sério. (A sério! Mesmo!).
Talvez tenha sido essa uma das coisas que me afastou aqui do blog.
Eu até tinha coisas para escrever. Mas não sentia aquela necessidade, aquela urgência de as contar ao mundo (por mundo, entenda-se aqui portanto o meu universo de 4 leitores) em posts chatos e intermináveis (sim, este vai dos grandes - e cheio de parênteses irritantes e ilegíveis).

Sempre que mudo de emprego (e já não são poucas mudanças) eu acho que vou escrever mais no blog. "Agora é que vai ser".
Mas mais uma vez o blog cá continuou, votado ao abandono.

O Sandes de Choco foi, sobretudo nos primeiros anos, a válvula de descompressão da engordurada panela de pressão que era o meu emprego. E nesta nova panela reluzente não havia pressão que me apoquentasse.

Para verem como eram as coisas, nas primeiras semanas no meu novo emprego (e isto é completamente verídico) eu ficava abismado como é que os meus colegas ainda tinham a lata de jogar no euro-milhões.
Mas aquela gente não via que estava a abusar da sorte? A desafiar a fortuna? Aquilo, no mínimo, até devia dar azar.
Mas eles não percebiam que já lhes tinha saído a sorte grande?

Eu sentia que tinha aterrado no emprego perfeito: Eu estava num cliente.
Melhor. Eu estava na mítica e sobejamente famosa "função pública". E não estava a ganhar mal. Eu estava nas nuvens.

E agora, de volta à realidade.
Escusado será dizer que o tempo foi passando e um emprego é um emprego. Não há volta a dar. Nem há almoços grátis.

Ao segundo mês eu já estava a jogar no euro-milhões, com afinco e empenho redobrados.
Passado um ano eu já estou a escrever no blog.

Não, ainda não vou mudar de emprego. Aliás, certas sextas-feiras eu até me esqueço do euro-milhões. O que quer dizer que a coisa ainda não está assim tão má.

Mas acho que é desta que o blog vai voltar a animar.
Principalmente porque eu não podia começar a escrever sobre o novo emprego antes de um post sobre o novo emprego, pois não?
Agora já posso.

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quarta-feira, junho 04, 2008

A infinita parvoíce no trabalho

Por qualquer razão que ainda não consegui identificar exactamente, este blog tem vindo a perder vitalidade ao longo dos tempos (e já la vão quase 4 anos).

E não falo só da parca quantidade de posts que tenho vindo a debitar. O próprio conteúdo tem mudado. Já há muito tempo tempo que não é abordado o tema que se tornou rei aqui no blog: "as parvoíces do trabalho". E acreditem que não é por falta de parvoíce no trabalho, que essa nunca falta.

Sobre a parvoíce no trabalho, digo o mesmo que o Einstein disse sobre a estupidez humana:

Diz-se que Einstein disse uma vez "Há duas coisas infinitas neste mundo: o universo e a estupidez humana. E não tenho bem a certeza acerca da primeira".
Ele é capaz de ter dito isto mais do que uma vez, mas à segunda já ninguém ligou muito. Afinal de contas nem tinha assim tanta piada.

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quinta-feira, março 27, 2008

Inspiração

Há coisas que me despertam inspiração.

Por exemplo ler especificações de projectos feitas por clientes, a dois dias do fim do prazo de entrega.

Dá-me logo para voltar a escrever no blog.
É isso e o choro compulsivo.

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quinta-feira, março 20, 2008

Singularidades de uma empresa pequena (II)

"I see small people... Hanging around like regular people..."

Pelo segundo dia consecutivo vejo pessoas pequenas a passear pelos corredores da empresa.

Jogam Nintendo DS ou Playstation portátil. Silenciosas como fantasmas.

Os outros colegas parecem não ver. Pelo menos reagem como se fosse normal.

Estarei a alucinar?

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Singularidades de uma empresa pequena (I)

Há coisas muito características nas empresas pequenas, também chamadas empresas "familiares". Eu já tinha trabalho numa empresa deste tipo, e após alguns anos de intervalo vim trabalhar para outra, de dimensão semelhante.

São pequenas coisas, do dia-a-dia, aparentemente insignificantes. Mas depois de aqui estar sinto o como o choque cultural é esmagador.
Umas coisas são boas, outras más. Outras nem uma coisa nem outra (muito antes pelo contrário).

Aqui fica a primeira (as outras virão depois, se tiver tempo):

Dão amêndoas na Páscoa. E não é daquelas ranhosas cor-de-rosa e brancas com açucar. É das de chocolate mesmo.

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sexta-feira, março 14, 2008

Dinâmica empresarial moderna

No dia em que passam exactamente dois meses sobre a minha entrada nesta casa, começo finalmente a compreender a dinâmica da empresa.

Após três projectos, e duas perninhas feitas em dois outros projectos, o padrão torna-se claro:

- Todos os projectos têm a duração de três semanas;
- "Vamos tentar não trabalhar fins de semana";
- Geralmente não conseguimos.

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segunda-feira, março 10, 2008

Arquitectura de Software segundo a escola Islâmica

Sou apologista da Arquitectura de Software segundo a escola Islâmica.

Quem já foi a um país Islâmico, entrou numa mesquita, ou passou no Martim Moniz, sabe do que falo.

Aqueles bugs no código não são bugs. É propositado. Porque só Alá é perfeito.

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quinta-feira, março 06, 2008

A minha vida dava uma tira (ou duas) de Dilbert

Em tempo de vacas magras de posts, e enquanto esperamos melhores dias, aqui ficam mais dois momentos Dilbert. Aqui e aqui.

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terça-feira, fevereiro 12, 2008

We should have never left the island!

Já todos sabemos que não há situações perfeitas, e nunca me iludi a esse respeito. Mas há momentos de angústia em que nos sentimos como o Jack do Lost.
Nunca devia ter saído da ilha!

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O mundo das empresas explicado aos mais pequenitos

Não. Isto não é uma piada:

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sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Notícias da frente (já lhe perdi a conta)

E ao fim da terceira semana no novo emprego, tudo mais calmo. Muito mais calmo.

Sinto-me confiante. Certo de que a minha vida daqui para a frente irá mudar:
Já estou mais integrado. Já estou por dentro das coisas. Já conheço as pessoas.

Ou é isso ou é por esta semana ter apostado 7 vezes mais do que é costume no Euromilhões. Na quarta-feira.

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quinta-feira, janeiro 24, 2008

"Então estás a gostar do novo emprego?"

Para todos aqueles que me têm feito esta pergunta, a resposta é óbvia.

Como toda a gente sabe, trabalho não é para gostar. É para fazer. E deram-me trabalho logo no primeiro dia.

Mas só para terem uma ideia, posso-vos dizer que esta semana, para não haver o risco de me esquecer se deixasse para sexta, joguei no Euromilhões na quarta-feira.

E perguntam vocês: "Mas estás gostar assim tanto?". A minha resposta é: joguei dois quadradinhos.

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quarta-feira, janeiro 23, 2008

The new adventures of old Fixemobil

Havia muito mais coisas a contar sobre o meu novo emprego (no dia em que eu me referir a um novo emprego como "novo desafio", lembrem-me de cortar os pulsos a seguir).
Mas era complicado contar estas novas aventuras que tenho vivido, sem entrar em detalhes pessoais. E isso seria penoso e desagradável.

E eu sou um blogger sensível e solidário, que tem em conta os sentimentos do próximo. Para além disso sou um bocado cobarde e tenho fraca tolerância à dor física.

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segunda-feira, janeiro 21, 2008

Sinal de que já tenho novamente emprego (e muito trabalho)

Na sexta-feira esqueci-me de jogar no Euromilhões (mas tive pena).

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quinta-feira, janeiro 17, 2008

Vantagens de voltar ao trabalho

Vale a pena voltar ao trabalho. Nem que seja só para ter assunto para o blog.

Ou então não.

Mas também há o café à borla. E o jornal destak. E o aquecedor a parafina.

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